21.4.09

Porque todos pecaram

Depois de ler na capa da Folha de S. Paulo hoje que o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) também se envolveu no escândalo das passagens, fiquei me perguntando se nós já nos esquecemos de nossa condição humana: ninguém é perfeito. A propósito, sugiro uma lei ao parlamentar que teve “um ou dois” bilhetes pagos por dinheiro público para uso de familiares: Que a narrativa mitológica da Queda, descrita em Gênesis, onde homem e mulher desejam a decadência, seja ensinada na escola. Lá somos todos pecadores. Ninguém se salva, mesmo que defenda o verde, a prostituta e o homossexual. Depois do Éden, estamos todos perdidos, inclusive aquele em quem votei para prefeito da Cidade Maravilhosa.


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4 Comentário(s):

  • At 21 de abril de 2009 14:18, Blogger Alysson Amorim said…

    Schopenhauer acusou: Não existe um dedo de dignidade no bicho humano como quer nos fazer crer o louco do Kant.

    O que deve mover a compaixão é a consciência da nossa identidade, expressa na sentença budista "Tu és isto". O ensino da frase poderia também ser incluído no projeto de lei.

    Abraço.

     
  • At 24 de abril de 2009 23:41, Blogger Peroratio said…

    Olá Fanuel, só fiquei um pouco assim meio confuso, porque, primeiro, você usa a expressão "narrativa mitológica da Queda" e, depois, você diz que "depois do Éden, estamos todos perdidos". Não entendi... "Narrativa mitológica" é um jeito novo de dizer a mesma coisa que antes?
    :o)
    Um abraço do irritante Osvaldo.

    PS. a propósito, não era preciso o "causo" das passagens para sabermos que o moço não era lá um santo...

     
  • At 5 de maio de 2009 10:44, Blogger Cleinton Gael said…

    Grande fanuel.
    avisa o osvaldo que nós agora crescemos e dificilmente entraremos em crise por conta da exegese! rsrsrsrsrsrsrsrsr
    abraço grande, cara.
    belo texto.

    liberdade, beleza e Graça...
    http://cleintongael.blogspot.com

     
  • At 8 de maio de 2009 13:38, Blogger Peroratio said…

    Olá, Cleinton... Crescer é bom, mas, às veaes, não... Chamei a atenção para o fato de que, talvez, Fanuel deva se decidir: é mito, então é; não é mito, então não é. Esse jogo de usar palavras-borboletas comunica o quê? Não é verdade que, se o "Éden", isto é, o fundamento "histórico-teológico" do pecado, for mito - e é - tudo mais "se dissolve no ar"? Por isso pressionei nosso blogueiro a esclarecer essa fundamental questão (mas ele nem se deu por rogado...). Depois de esclarecida a questão, o diálogo se torna possível. Antes, não, porque nunca se sabe exatamente o que se está dizendo. Às vezses se bate duro numa teologia dogmática, mas ela permanece lá, recalcada, em sentido freudiano. Mas como saberemos se é o caso?
    Um abraço, Cleinton,
    Osvaldo.

     

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