22.4.08

O inferno é o outro, a começar de mim

A gente tem o costume de achar que o outro está sempre fora, mas se esquece que dentro de nós moram vários “outros”. Cada outro dialoga dialeticamente com o outro na formação da nossa personalidade, que tende a ser mais plural que singular. Portanto, esse tema da alteridade começa dentro nós. Para amarmos a nós mesmos, precisamos amar o outro que mora logo aqui, em mim mesmo. O individualismo e o hedonismo que caracterizam nossa sociedade são frutos justamente desse desconhecimento que tendemos a nutrir a respeito de nós mesmos. Afinal, fugir de si é uma auto-armadilha cada vez mais atraente a um público inseguro do que de fato são, onde as grandes narrativas são insuficientes para responder àquela inquietante pergunta “Quem sou eu?”

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6 Comentário(s):

  • At 22 de abril de 2008 19:47, Blogger Janete Cardoso said…

    Muito interessante. Eu não saberia responder... em cada situação, predomina uma de minhas facetas, de modo que não sou nada e a cada momento, estou alguma coisa.
    Beijo, querido.

     
  • At 23 de abril de 2008 00:11, Blogger Roger said…

    Por isso o namoro ou casamento é às vezes constrangedor e ao mesmo tempo gratificante, pois estamos mais tempo de frente para um espelho.

     
  • At 23 de abril de 2008 00:12, Blogger Roger said…

    Felipe,

    esqueci de dizer gosto muito de seus pensamentos. Os quais encontram ressonância aqui.

     
  • At 23 de abril de 2008 08:21, Blogger Andreia do Flautim said…

    Uma boa semana para ti!

     
  • At 24 de abril de 2008 14:54, Blogger Marlene Maravilha said…

    Querido amigo,
    passei para matar as saudades.
    Gostei demais das poucas palavras, mas direcionadas a todos, sem acepcoes.
    beijos

     
  • At 1 de maio de 2008 21:28, Blogger Tamara said…

    E se eu dissesse que sou mais (muito mais!) do que personalidade? Que não conseguiria exprimir tudo o que sou? Que teríamos que ir para além do plano mental? Que sou muito mais do que o meu corpo físico, sou muito mais do que as minhas emoções, minhas percepções, meus sentidos, do que o meu raciocínio? Que sou mais até do que a minha intuição? Que tudo isso são apenas veículos para manifestar o que sou? Você acreditaria?

     

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